AULA 4 - SEO / Goggle Trends e Google Analytics
- Admin
- 27 de jul. de 2017
- 8 min de leitura
Nessa última aula, teremos noções básicas de SEO, Goggle Trends e Google Analytics. Além de Pauta modelo para Web e exercícios práticos.
👉 SEO NO JORNALISMO
O que chamamos de SEO – Search Engine Optimization, ou seja, Otimização de Mecanismo de Pesquisa, é um conjunto de técnicas aplicadas à estrutura de um site.
O seu conteúdo e relacionamento com outros sites, possibilita que ocupem posições de destaque nas respostas dos buscadores.
No caso do SEO no jornalismo, temos a aplicação destas técnicas ao conteúdo desenvolvido, para que ele conquiste posições de destaque nos buscadores, preferencialmente na primeira página, ou entre as três primeiras posições orgânicas da relação de links.

Antes de prosseguir com o conteúdo, vamos entender o que é o SEO?
Importância do SEO no Jornalismo
A aplicação de técnicas de SEO no jornalismo é um movimento irreversível no caminho da incorporação das técnicas digitais ao trabalho jornalístico.

No momento atual da comunicação online, a incorporação do SEO no jornalismo é fundamental, sob o risco de o conteúdo produzido não seja encontrado, ou caia no esquecimento poucos dias depois de ser veiculado.
Se na imprensa convencional o dito “a notícia de hoje embala o peixe de amanhã” era voz corrente, no jornalismo online ela se perpetua quando conquista posições de destaque nas páginas de respostas dos grandes buscadores, como o Google por exemplo.
A aplicação das técnicas de SEO no jornalismo, não interferem de maneira alguma com o conteúdo produzidos, como alguns profissionais, ainda desinformados alegam. A aplicação destas técnicas só agrega valor ao conteúdo jornalístico.
Qual o Impacto sobre o Trabalho
O resultado imediato da aplicação das técnicas de SEO no jornalismo é uma exposição bem maior do conteúdo produzido, junto aos buscadores, aumentando seu potencial de comunicação em função de um alcance maior de leitores.

Do ponto de vista do site que publica este conteúdo, os benefícios também são incontestáveis. Um texto bem colocado gera mais tráfego, além de aumentar sua relevância junto aos buscadores.
Sendo considerado um site relevante, fica cada vez mais fácil colocar outras páginas em posições de destaque, pois quanto mais posições destaque um site consegue, maior a Autoridade do Domínio.
Do ponto de vista profissional, o domínio das técnicas de SEO por parte do jornalista, é um diferencial decisivo nos dias de hoje. Em um momento em que grande parte dos órgãos de imprensa se volta para o jornalismo digital, estar capacitado é fundamental.
Aplicando SEO no Jornalismo
Criar conteúdos relevantes e de credibilidade de nada adianta, se o jornalista não souber como divulgar seu trabalho. Utilizando as técnicas de SEO no jornalismo, tenha em mente que será um conhecimento crucial para os seus trabalhos.
Como costumamos ouvir, “se não está no Google, não existe”. No Jornalismo Digital não é diferente. Ou seja, se o público-alvo não encontra o seu site nas buscas, o trabalho se torna nulo.
Para garantir que o trabalho jornalístico alcance sucesso e seja visto como produto comercial, o caminho a seguir são as Técnicas de SEO no Jornalismo.

A Fernanda Félix, da Academia do jornalista fala como utilizar as técnicas de SEO na rotina da Redação Online.
Técnicas de SEO no Webjornalismo
As Técnicas de SEO no Webjornalismo são "Dicas" colhidas através de pesquisa e leitura de artigos e obras da área. Como disse na abertura do Curso, no jornalismo não existe "fórmula mágica".
Aprendemos desde cedo, na faculdade, que repetir palavras empobrece um texto. Será que essa regra caiu? Nada disso. O que pode valer para um texto que será publicado na internet nem sempre vale para textos impressos. E vice-versa.
1. Título
Nem todo título escrito no jornal impresso funciona na web. O Google sabe o teor de uma matéria jornalística pelo conjunto título+texto.
É possível ver algum título como “Chico reinventado” na versão impressa do Caderno 2, mas o crawler (o robô) se perguntaria: “Que Chico é esse?”
Na internet, funcionaria melhor algo como “Chico Buarque lança novo CD em outubro”. Aliás, já viu o título deste post? Pode ser um pouco estranho, mas funciona pelas regras do Google.
2. Repetição de palavras
Pare para contar quantas vezes a palavra “Google” ou "Webjornalimo" está escrita até aqui. Dezenas de vezes. A repetição é uma maneira de enfatizar que o seu texto se refere a determinado assunto. No entanto, devem ser feitas de acordo com o tamanho do texto.
No caso de uma reportagem sobre cães, o ideal é que a palavra apareça, em média, três vezes por parágrafo. O uso do negrito também é contabilizado pelo Google.
3. Pesquisa sobre as palavras-chave

Nesse caso, utilizamos o Google Trens, que conheceremos seu funcionamento, mas adiante.
As palavras-chave, ou keywords, são os termos específicos que o usuário utiliza para direcionar a busca, e para que o buscador mostre resultados que estejam relacionados a esses termos.
Ao inseri-las no seu texto, procure também utilizar variações e sinônimos, assim você aumenta suas chances de indexação.
4. Organização em intertítulos
Organização é fundamental para a relevância de um conteúdo. Por isso, use sem medo os intertítulos nos seus textos.
Isso facilitará a leitura tanto para os leitores quanto para os crawlers - robôs dos motores de busca que escaneiam os textos. Ao utilizar esse recurso você mostra aos que seu conteúdo tem estrutura e é relevante.
5. Potencial de escaneabilidade
Essa técnica existe para colocar ordem no texto. A escaneabilidade é importante para que as ideias não se dispersem em um monte de linhas sem expressão.
Para isso, você pode deixar em negrito ou itálico as palavras que merecem destaque, adicionar hiperlinks, usar intertítulos ou fazer listas para aperfeiçoar o entendimento das informações.
Também é importante ficar atento ao número de linhas de cada parágrafo — o mais recomendado é utilizar de 3 a 6 linhas para cada subdivisão do texto.
6. Utilização de tags
As tags são outra forma de levar o leitor para os demais conteúdos do seu blog. Elas classificam e agrupam os posts para que eles possam ser encontrados pelo internauta quando ele estiver em busca de informações sobre determinado tema, mas ainda não souber exatamente o que procura, por exemplo.
7. ALT: imagens com descrição
É importante que o nome do arquivo tenha relação com o conteúdo da notícia. Portanto, se o texto fala sobre os rebeldes na Síria, a imagem correspondente pode se chamar “rebeldes-siria.jpg” em vez de “rebsiria4.jpg” ou simplesmente “lalala.jpg”.
De forma bastante simples, o uso do ALT para imagens permite que imagens também ganhem palavras-chave para serem rastreadas em mecanismos de busca. Essa prática é fundamental para levar tráfego ao seu site e garantir que o usuário saiba do que se trata aquela imagem caso ela não carregue em seu dispositivo.
As frases que entram na descrição do ALT devem ser curtas, de preferência sem stop words — palavras consideradas irrelevantes para os buscadores como “de”, “para”, “e”, “com”, “sem”, entre outras.
8. Links
Quanto mais links, mais importante a página é. Isso funciona tanto para links dentro do seu texto que remetam a páginas externas quanto para links de outras páginas que direcionem o usuário ao seu texto.
Um erro cometido em diversos sites é a utilização de links: o “aqui”. Quando escrevemos “Para ir à página do Estadão, clique aqui“, nesse caso o Google entende que o assunto do seu link é “aqui”. A forma correta seria “Viste a página do Estadão“, ou apenas linkar o site com o próprio nome.

Encerrando mais uma tema do nosso Curso de Webjornalismo, vamos acompanhar algumas Dicas de SEO.
👉 GOOGLE TRENDS
Além de possuir um aguçado “faro jornalístico”, o editor-chefe precisa reunir o máximo de informações possível e organizar cada detalhe da pauta para que os repórteres tivessem apenas o trabalho de desenvolver a reportagem.

Com a chegada da internet, o próprio repórter acabou incorporando o papel de pauteiro – já que os mecanismos de pesquisa permitiram maior acesso à informação.
Tudo isso para citar um desses mecanismos que pode ajudar – e muito – no momento de pensar nas pautas. Ele não é tão novidade assim, muito menos restrito, mas seus muitos usos, sim, podem não ser tão populares quanto seu nome. No caso, estamos falando do Google Trends – pensando especificamente para a formulação de pautas.
Como funciona o Google Trens
A principal função desta ferramenta é listar as palavras-chave e expressões mais procuradas no Google. A partir da coleta de tais dados, gráficos são gerados assim como uma relação de assuntos em destaque.
Tanto relatórios gerados nos últimos 7 anos quanto o “ranking” relativo às últimas 24 horas podem ser acessados. A abrangência do Google Trends alcança até 28 países, entre eles está o Brasil.
Os temas das pesquisas são variados e vai desde “Ciência/Tecnologia”, “Entretenimento” e “Esportes” até “Negócios”, “Notícias principais” e “Saúde”.
Nesse aspecto podemos citar uma reportagem do Estadão, com o titulo Veganismo cresce e cria oportunidades.
De acordo com o químico industrial, Rosemir Folhas, que produz calçados com material sustentável, "o bom desempenho da Vegano Shoes reflete o interesse crescente das pessoas pelo assunto e confirma dados de levantamento feito pela Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB), realizado por meio da ferramenta Google Trends. A pesquisa aponta que em quatro anos o volume de buscas pelo termo vegano cresceu 1.000% no Brasil".
Nesse exemplo, o Google Trends auxiliou a empresa a direcionar o seu Marketing. No caso do jornalismo, essa pesquisa também poderia ser utilizada na buscar elementos de distribuição de conteúdo, por exemplo.
Quando uma das palavras ou assuntos mais procurados é selecionada, o usuário tem acesso a uma página com informações específicas e detalhadas a respeito do fluxo de acessos.
Isso inclui, por exemplo, “artigos mais relevantes” e gráficos que exibem “interesse com o passar do tempo” e “interesses por região”. Também há como conferir assuntos relacionados. Vale ressaltar que todo o acesso é gratuito.

Ufa! Chega de tanto papo né?! Vamos ver como essa ferramenta funciona?
👉 GOOGLE ANALYTICS
A primeira e mais importante tarefa de desenvolvimento de audiência no jornalismo é: produzir um bom conteúdo. Pode parecer óbvio, mas não é nada simples, a começar pelo que define um bom conteúdo.
Atualmente o jornalismo profissional, se preocupa em fazer com que o conteúdo jornalístico seja consumido pelo público no ambiente digital.
Há uma famosa frase do mundo dos negócios que diz que não é possível gerenciar aquilo que não se mede. Com a audiência é a mesma coisa, é necessário ter dados precisos para saber onde você está e o que precisa fazer para crescer.
Para isso, curtidas na sua rede social, elogios de amigos ou número de cliques não são suficientes. É preciso usar ferramentas especializadas que contabilizem variáveis de modo confiável, com exatidão, e que possam cruzar dados para esclarecer os motivos de sucesso ou fracasso de uma história.
O Google Analytics é utilizado como ferramenta de estatística, em 95% dos sites brasileiros. Além de realizar essa tarefa, pelo menos uma vez por dia a ferramenta serve para verificar como andam os números gerais do site.
O que é, e para que serve o Google Analytics
O Google Analytics monitora todos os números relacionados ao tráfego do site. Esta poderosa ferramenta consegue captar dados geográficos, demográficos e estatísticas diversas como:
- Quantas visitas o site recebe;
- De onde vêm estas visitas: Google, Redes Sociais, - Campanhas, Email, Etc;
- Qual região mais acessa seu site;
- Quais as páginas mais acessadas do seu site.

Agora, vamos acompanhar esse Slideshow que resume como trabalhar de forma básica no Google Analytics.
👉 PAUTA MODELO PARA WEB
A pauta é como se fosse uma “receita” do texto: é preciso que o redator leia a descrição com atenção, analise a proposta e siga todas as informações atentamente para entender qual é o objetivo, a linguagem, o tom e as informações mais importantes para aquele texto. Só assim o resultado final cumprirá seu papel de agradar até os clientes mais exigentes!
No webjornalismo a maneira de formular a pauta é a mesmo do que no jornalismo tradicional, apenas com o complemento de técnicas digitais, como vimos anteriormente.
Na sua forma mais simples, uma reportagem multimídia ainda é apenas uma matéria que combina elementos diferentes que se complementam para tornar a história mais interessante, completa ou convincente.
A narrativa multimídia se refere a uma junção entre as mídias no mundo online: jornais e revistas postam vídeos, emissoras de rádio postam gráficos e texto, canais de TV oferecem texto junto com vídeos e mapas, e por aí vai. Repórteres não estão mais vinculados a um meio determinado e podem utilizar a força de todos para melhor contar uma história.

👉 EXERCÍCIOS PRÁTICOS
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