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AULA 2 - Fases e características do webjornalismo

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    Admin
  • 20 de jul. de 2017
  • 18 min de leitura

A segunda aula de Webjornalismo trás uma pouco sobre a Transição do Jornalismo tradicional para o digital. Também vamos entender as diferenças entre Jornalismo Online, Digital e Webjornalismo, além das Características e da Ética no Webjornalismo. Mas também não podemos deixar de fora a divisão ente Jornalismo 2.0 e 3.0. Boa aula galera!

TRANSIÇÃO DO JORNALISMO

Comunicação de massa significa a massificação da informação por meio de jornais, televisão, rádio, cinema e internet, os quais formam um sistema denominado 'mídia'.

A comunicação de massa tem a característica de chegar a uma grande quantidade de receptores ao mesmo tempo, partindo de um único emissor.

Imagem Reprodução Internet

As sociedades receptoras geralmente são urbanas e complexas e passam por processos múltiplos e dinâmicos em que há um grande poder da mídia sobre seus habitantes.

A comunicação humana pode ser classificada em dois aspectos distintos, sendo desenvolvida em vários campos de naturezas diferentes: a comunicação em pequena escala e a comunicação de massa.

Nos dois casos, o ser humano começou a lidar com ferramentas para auxiliar e tornar potente o processo de produzir, enviar e receber mensagens. A tecnologia se tornou aliada de tal comunicação humana, passando a participar da rotina da humanidade ao longo de seu desenvolvimento.



A trajetória do jornalismo impresso para o jornalismo digital


Muitos são os veículos que hoje aderem à rede para entrar na era digital, são publicações de caráter local e internacional, mas muitos deles estão “engatinhando” para o jornalismo eletrônico, porque apenas transferem suas edições impressas sem alterar o conteúdo adaptando-o para o webjornalismo.


A tecnologia e a expansão do fluxo de informações estão cada vez mais transformando a sociedade e seus hábitos. O ser humano, não precisa nem sair de casa para saber os fatos de sua região ou mesmo de outros lugares do mundo. É somente ligar o rádio, a televisão, ler o jornal impresso e / ou acessar à internet. Atualmente, a Internet, é o veículo de comunicação mais revolucionário de todos os citados, por reunir várias formas (textos, vídeo e áudio), tudo ao mesmo tempo, com a finalidade de informar e atrair o internauta esteja ele onde estiver e a hora que quiser, pois o conteúdo fica disponível 24 horas por dia.


O que difere o webjornalismo do jornalismo impresso?


Ambos são jornalismo, mas o jornalismo impresso tem 24 horas para elaborar e concluir suas edições, que têm limites de espaço no papel, enquanto, o webjornalismo, não tem horário de fechamento, e a cada mais ou menos cinco minutos pode alimentar a página com novas informações da notícia que inclui no site, tudo é em tempo real e não têm limites de espaço, podem ser colocados quantos links internos achar necessário.


Entretanto, essas diferenças não têm sido observadas por todas as empresas jornalísticas que inserem na Internet suas versões do jornal impresso, pois quando o internauta acessa um endereço virtual destinado para o webjornalismo, ele se depara com páginas de jornal impresso com a pretensão de idealizar jornalismo digital, mas por não ter estrutura financeira e de profissionais ou ainda por outro motivo, não alteram nem se quer uma vírgula da edição impressa, inserindo na rede notícias iguais ao da edição em papel.


Diferença entre o jornalismo tradicional e o digital




Infográfico Jornalismo tradicional X digital


Adaptações do Washington Post ao Webjornalismo


A transição entre o jornalismo tradicional para o digital vem sendo sofrida nas redações de todo mundo. De acordo com o editor do Washington Post, Martin Baron, em entrevista a Folha de São Paulo, o jornalismo dito tradicional demorou muito a reagir às mudanças da era digital. "Quando a internet chegou, nós a vimos só como uma nova maneira de distribuir nosso trabalho, mas não pensamos naquilo como algo que nos atingiria ou de que podíamos nos apropriar.


Agora, estamos diante de uma situação inevitável, vivemos numa sociedade que é digital e mobile, e precisamos acolher essa mudança com entusiasmo e esforço, por mais que sintamos saudades do antigo modo de trabalhar."

Imagem Reprodução Internet

Baron explica ainda que as estratégias editoriais e operacionais do jornal estão em constante transformação. Equipes de tecnologia trabalham lado a lado com os jornalistas, além de blogs cobrindo áreas especializadas, como ciência, animais, como criar filhos e outros assuntos.


"Tornamos mais dinâmica nossa seção de opinião. Em muitos casos, os nossos colunistas já não estão mais presos a um dia fixo de publicação. Se algo ocorre em suas áreas, pedimos para que expressem seus pontos de vista imediatamente", explica.


Os horários na redação também foram alterados, "Temos muito mais gente trabalhando desde muito cedo, temos gente monitorando as redes todo o tempo, especialmente durante a madrugada, para detectar quais tópicos serão assunto no dia seguinte. E estamos estudando e aprendendo muito sobre como e quando postar uma história", finaliza.




O professor Vinícius Pereira comenta sobre jornalismo na web e a sustentabilidade dos jornais impressos com a migração para formato digital.







Fases do Jornalismo na Internet


Segundo Mielniczuk, os veículos de jornalismo online podem ser divididos em três fases, de acordo com o grau de adaptação alcançado na representação de seu meio de origem para a internet. São elas:

Transpositiva - O Jornal Serra Nossa de Bento Gonçalves, é um exemplo de veículo de comunicação impresso que foi colocado na internet sem passar por adaptações. Além de manter um site com informações atualizadas, as edições impressas estão disponíveis no site para download em arquivos do tipo pdf.

Imagem Reprodução Internet

Metáfora - Com matérias que mantém a estrutura de veículo impresso, o site do Diário Popular, de Pelotas, é um exemplo de jornal online da fase metafórica. Aperfeiçoamento da estrutura técnica do internet. Produtos ainda atrelados ao impresso, mas experimentando as características da rede. Exemplos: Assinaturas de jornais (valem para o impresso e para o digital)

Webjornalismo - Iniciativas empresariais, editoriais exclusivos. Quando a estrutura de redação e linguagem de um jornal adquirem características específicas da internet diz-se que ele está na fase mais avançada de adaptação ao webjornalismo.

Como exemplo podemos citar a Folha OnLine. A hipertextualização é uma característica bem desenvolvida no site da Folha de São Paulo, que ainda oferece recursos de interatividade como enquete e "fale conosco", mas não possibilita a publicação de comentários. Com estrutura parecida, o Estadão é outro exemplo, com a diferença de que neste há espaço para comentar as matérias publicamente.

O Portal de notícias Catraca Livre por possuir diferentes vertentes como (Catraquinha, Choque Cultural, Quem Inova, Por Vir, Na Responsa e outros). Sendo estes sites específicos para diferentes editoriais.



Características do Webjornalismo

O webjornalismo apresenta algumas características específicas em relação a aspectos que quase sempre existiram nas mais diversas mídias.


1) Instantaneidade e atualização contínua

*Capacidade de cobrir um fato tão logo ele aconteça.


Rádio, TV e Impresso têm processos de produção de noticiário diferenciados do ritmo do jornalismo praticado na web. O planejamento de pauta ocorre apenas em casos de matérias especiais. Já na internet, a informação é atualizada rapidamente.

O grau de instantaneidade nada mais é do que a capacidade de transmitir um fato no momento em que ele acontece. Ela se aproxima da informação atingida pelo rádio, sendo o mais alto entre as três mídias tradicionais, seguido por TV e jornal.

No jornal, o leitor tem que esperar até o dia seguinte para saber as novidades, no rádio e na TV, é preciso seguir as grades de programação.

No caso da internet a notícia é publicada imediatamente, mesmo que em alguns casos, numa única linha, e ao longo do dia o conteúdo é atualizado e complementado. É muito rápido, fácil e barato inserir ou modificar notícias na internet.

2) Interatividade

*Interatividade a partir das redes sociais e canais de interação (enquetes, fóruns, chats)


Alguns autores (LEMOS, 1997; BONILLA, 2002) entendem por interatividade quando há comunicação mediada por tecnologias e interação quando não há mediação tecnológica entre os seres humanos.

Por exemplo: uma conversa entre alunos e professor numa sala de aula ou amigos num bar é interação, já a interatividade é quando se usa um telefone, um e-mail e até mesmo uma carta escrita por uma caneta, em todos estes casos há uma tecnologia envolvida no processo comunicativo o que justifica a interatividade.


As mídias tradicionais sempre tiveram algum tipo de interatividade, como nas seções de cartas de jornais e TVs e nos telefonemas para programas de rádio. Mas no webjornalismo as possibilidades de interatividade são bem maiores. Na internet, o leitor pode enviar formulários com comentários sobre uma notícia e ver suas observações colocadas imediatamente à disposição de outros leitores.


Também pode interagir com hiperlinks, sugerir reportagens, inclusive enviando conteúdo próprio (jornalismo colaborativo). O leitor se sente fazendo parte diretamente do processo jornalístico.


3) Perenidade/Memória

*Armazenamento da informação jornalística para consulta a qualquer momento. Também conhecido como arquivamento ou memória.

Imagem Reprodução Folha

O material jornalístico produzido online pode ser guardado indefinidamente, sendo que o custo de armazenamento de informação binária é barato.

É possível guardar grande quantidade de informação em pouco espaço, e essa informação pode ser recuperada rapidamente numa busca por notícias.

Na web, a memória torna-se coletiva, por meio do processo de hiperligação entre os diversos nós que a compõe. Em alguns sites, o conteúdo mais acessado é o banco de dados (a “notícia de ontem”)



4) Multimídia/Convergência

*Exploração de recursos como vídeo, áudio, infográfico, imagem etc, na construção de um texto jornalístico.

Refere-se à convergência, ou centralização dos formatos das mídias tradicionais (imagem, texto e som) na narração do fato jornalístico.

Imagem Reprodução Internet

A notícia na internet pode empregar vários tipos de mídia e de formatos de arquivos de computador.


*Imagem estática (fotos) e em movimento (slides);


*Áudio (rádios, podcasts);


*Vídeo (programas, videocasts);

*Texto em papel (possibilidade de imprimir o conteúdo da internet);


*Notícias por celular (SMS)


5) Hipertextualidade

Imagem Reprodução Internet

*Ligação entre dois documentos textuais na internet através do hiperlink.


A utilização de hiperlinks é chamada de "navegar", em função do programa Netscape Navigator.

O uso de hiperlinks em conteúdo multimídia (áudio, vídeo, fotos, animações) é chamado de hipermídia. No entanto, tecnicamente, não há diferenças em fazer links em texto ou em imagens.





As mídias tradicionais também usam hiperlinks, como o sistema de sumário, número de páginas e notas de rodapé de livros. Além dos sistema de organização da Bíblia e das chamadas de capa de jornais.





6) Customização do conteúdo

*Informações colhidas pelos usuários/leitores são rápidas, sendo que o objetivo é oferecer a mídia que mais interessa a ele. Esta personalização de conteúdo pode se realizar de diversas maneiras.

Muitos sites de informação e serviços permitem que o leitor escolha temas que lhe interessam e receba apenas notícias sobre eles, ao acessar a página. Alguns exemplos são o Terra, Google News ou BBC.

Também é comum que se assine newsletters sobre assuntos específicos. O sistema RSS vem se tornando bastante popular como forma de filtrar apenas informações que o leitor acha relevante.

Exemplos:



Imagem Reprodução Valor Econômico



Imagem Reprodução Globo Esporte



7) Flexibilização dos limites de tempo e espaço

*Não existe um espaço delimitado como no impresso, e nem um deadline, já que a atualização é contínua.


A cobrança é feita pelo próprio profissional: o espaço é limitado pelas normas de SEO, para que os mecanismos de busca divulguem a matéria. Já o deadline, o jornalista sabe: se não postar a matéria hoje, amanhã não terá mais impacto como hoje.





8) Uso de ferramentas automatizadas no processo de produção


*Ferramentas digitais, como as redes sociais, por exemplo, no sistema de divulgação de notícias.


Imagem Reprodução Facebook

De acordo com pesquisa divulgada pelo IBOPE, os brasileiros ficam em média 3 horas e 39 minutos diárias navegando na internet, sendo que as redes sociais são os sites mais acessados. A pesquisa também aponta que muita gente utiliza as redes sociais para se atualizar das notícias, pois a informação chega com maior rapidez.

É perceptível a força e a importância que a mídia social tem. Atualmente seu significado vai muito além de interagir, é um mundo cheio de oportunidades, para fazer amizades, criar conteúdo, divulgar produtos. As empresas também já perceberam a força da mídia social, e estão investindo nesse meio de propagação, seja com uma página na rede, blog ou site. Isso tem aproximado cada vez mais o jornalismo e público, o processo de divulgação é mais rápido e o feedback também, elogios, dúvidas e reclamações fica ao alcance de todos.







Vimos até agora, que muitas das características do jornalismo tradicional foram mantidas no digital, onde foram acrescentados alguns meios tecnológicos. Assim, vamos assistir a seguir, ao vídeo que resume as características do webjornalismo.








👉 JORNALISMO NA INTERNET/ JORNALISMO ONLINE / JORNALISMO DIGITAL


O webjornalismo é o jornalismo feito especificamente para internet. Inicialmente, o que era apenas uma versão online dos jornais impressos veiculada na internet. Já o jornalismo online seguiu caminhos e princípios diferentes, incorporando inovações e o conceito “em tempo real”, além de funcionalidades multimídia.

Imagem Reprodução Intetrnet

Com base na convergência entre texto, som, imagem em movimento, entre outros recursos, o webjornalismo explora todas as potencialidades que a internet oferece, tornando um produto muito mais atrativo ao leitor.


O ponto mais forte do webjornalismo é a possibilidade de interação do leitor com suas opiniões, denúncias, debates, críticas, participação em bloggers, sugestões de pauta e envio de fotos e vídeos amadores gravados na hora dos acontecimentos pelo mundo.

No webjornalismo, não tem horário de fechamento da edição e a cada segundo, novas informações podem alimentar as páginas, tudo em tempo real, com ampla interatividade, "sem amarras” ou limites de espaço com links, áudios, vídeos e etc.

No Brasil existem grandes plataformas de webjornalismo totalmente independentes das edições dos jornais impressos, a disposição dos leitores, sejam através de sites, sejam por aplicativos para celulares ou tablets, como o iPad.





Embora as publicações online apresentem uma grande quantidade de atrativos e vantagens que as mídias tradicionais não dispõem, eu particularmente acredito que o jornal em papel ainda terá o seu lugar na Era Digital por um bom tempo, se couber aos jornais impressos, o papel da explicação, do detalhe, da interpretação e claro, da análise dos fatos, das causas e dos seus efeitos.

Porém ter uma versão online praticamente cópia da versão impressa, não podemos chamar isso NUNCA de webjornalismo.


Isso aí galera! Vamos acompanhar um Slideshow que mostra as três gerações do jornalismo na internet, que resume um pouco do conteúdo até aqui.





👉 JORNALISMO .0


Assim como tudo que nos cercam em nosso cotidiano sofre um evolução, o jornalismo na internet também evoluiu com o tempo, deixando de ser apenas uma cópia do que era produzido no jornal impresso, para então, se tornar uma ferramenta de interatividade entre o leitor e o veiculo.


Alguns períodos marcam como essa evolução aconteceu. São eles o Jornalismo 1.0, que foi o primeiro passo do jornalismo na internet, o Webjornalismo (Jornalismo 2.0), que veio com a produção de contudo, voltado especialmente para a internet, e o Jornalismo Colaborativo (Jornalismo 3.0), que está presente principalmente nas redes sociais, devido a interatividade dos usuários.


Imagem Reprodução Internet

Mas antes de entrar no conteúdo do Jornalismo .0, vamos entender primeiramente a divisão da web em eras através da nomenclatura web 1.0, 2.0 e 3.0 para explicar o processo de evolução da difusão da informação na internet. Essa evolução mostra como o conteúdo é produzido e assimilado desde a década de 1990, onde a informação era difundida e não havia uma resposta do usuário àquele conteúdo, seja por falta de tecnologia, seja pelo foco das empresas, portais de notícias, etc…


Tudo começou com a Web 1.0 e consequentemente o Jornalismo 1.0, que foi a primeira forma em que o jornalismo apareceu na internet, onde basicamente os sites dos veículos impressos, copiavam e colavam as matérias publicadas do impresso para o site. A interatividade dos leitores era linear, onde não tinham possibilidade de opinar ou debater sobre o conteúdo ali postado. Sites de jornais impressos como do Correio Braziliense são exemplos.

Já a web 2.0 é um termo usado para designar uma segunda geração de comunidades e serviços oferecidos na internet, tendo como conceito a web e através de aplicativos baseados em redes sociais e tecnologia da informação. Em resumo, as páginas web 2.0 aproveitaram os recursos gráficos, aprimoraram muitos deles e hoje os aproveitam em muitos casos, mas isso não implica uma relação direta entre eles.



Características da Web 2.0


- Dinâmica


- Sites Interativos


- Sites de relacionamento


- Banda larga, permitindo a veiculação de conteúdo multimidiático


- Rede centrada nos mecanismos de busca como o Google e nos sites colaborativos como Wikipedia, o Youtube, e nos sites de relacionamento, como o Orkut e o Facebook.

O jornalismo 2.0 começa a descobrir as vantagens de compartilhar com outras pessoas a sua reportagem, visando recolher sugestões, contribuições e dicas. O valor de uma informação é dado pela intensidade da recombinação de sugestões oferecidas por leitores ou usuários. Ou seja, os leitores não são mais receptores passivos de mensagens. Eles criam, compartilham e comentam. E eles esperam poder fazer isso também nos sites de notícias.

Os conteúdos são produzidos de forma exclusiva para a internet, com uma linguagem própria e com interatividade entre os leitores. No jornalismo 2.0, a hipertextualidade está disponível aos leitores, de maneira que eles possam interagir com vários textos ao mesmo tempo sobre o mesmo assunto, e também é possível interagir com outros leitores que estão lendo a mesma publicação.


A primeira mudança no jornalismo, que sempre valorizou o individualismo e o sigilo passa agora a depender da transparência e do coletivo para se desenvolver. Já a elaboração do material noticioso, não é mais o ponto final do processo informativo, mas sim a parte que deverá ser completada pelo usuário.

Com as novas tecnologias, como a internet e o celular, a mídia se democratizou. Não no sentido de maiores direitos das pessoas, mas de maior participação de todos na comunicação.




Antes de concluir o assunto, vamos recapitular um pouco sobre o jornalismo na era da web 2.0? Então fica ligado no vídeo do YouTube, que também faz parte dessa fase da web.




Jornalismo 3.0


O significado de web 3.0 é, atualmente, a última geração tecnológica da internet, sendo um novo conceito em busca online. É um sistema que visa organizar de maneira pessoal todos os conteúdos das buscas realizadas na internet. Além disso, é uma internet móvel, focada em celulares e smartphones, pode ser um conceito mobile, nesse cenário as pessoas estão conectadas 24 horas por dia nos 7 dias da semana, por meio dos celulares, smartphones, SmartTV’s, iPod’s, tablets, carros, videogames que são verdadeiras centrais de diversão.

Características:


- Foco na estrutura da rede, e não no usuário;


- Convergência dos conteúdos;


- Organização do conteúdo;


- Mobilidade;


- Transformação da rede em um grande banco de dados mundial;

Chamada de Web Inteligente, a web 3.0 foi criada para melhorar a pesquisa online, tornando-a mais otimizada e personalizada. Assim, quando se faz uma busca por algum filme que esteja em cartaz, recebem também informações sobre outros filmes, além de informações sobre os cinemas mais próximos, resumos de filmes e horários das sessões.

O mecanismo web 3.0 permite que até mesmo os anúncios que aparecem em páginas da internet sejam personalizados de acordo com o comportamento e preferência de cada usuário.


Um exemplo disso é o Facebook, onde os anúncios que aparecem na rede social, bem como as páginas promovidas, são diferentes para cada usuário. Assim, alguém que costuma realizar pesquisas sobre produtos naturais ou compras, aparecem sites referentes ao seu interesse.



Já no Jornalismo 3.0 o conceito é baseado em cidadãos comuns, sem formação jornalística, participando de forma ativa no processo de coleta, reportagem, análise ou disseminação de notícias e informações. O surgimento veio com a popularização da internet no final dos anos 90, principalmente, com o advento das redes sociais em 2000.


Quem não lembra da morte do rei do pop Michael Jackson? A notícia foi dada pelos usuários do Twitter que foram repassando a informação, antes que portais, jornais e emissoras de TV confirmassem a morte do cantor. A quantidade de mensagens foi tão grande, que o Twitter não deu conta do tráfego e ficou instável por alguns minutos.

O Jornalismo 3.0 é a terceira versão do jornalismo digital, onde o público se lançou na conquista dos meios de comunicação. Quase não há ninguém que queira se manter informado e ficar calado. Muitos querem falar, difundir a própria informação, e alguns o fazem com especial habilidade.


Como o próprio nome sugere, o Colaborativo (Jornalismo 3.0) é de forma clara, o jornalismo em que todos podem produzir, de forma colaborativa. Nesse tipo de jornalismo, os próprios leitores dos grandes veículos começam a pauta-los. Dessa, varias noticias tem o olhar da população, e não dos veiculo que a veiculou. O maior exemplo do Jornalismo 3.0 é a página Mídia Ninja no Facebook.

Para entender melhor sobre o que é o Jornalista 3.0 vamos ouvir uma entrevista com a jornalista Verônica Machado, pós graduada em Marketing Digital e editora do Portal Jornalista 3.0.




👉 ÉTICA NO WEBJORNALISMO

A problemática da ética no jornalismo não é assunto recente. Mas, com certeza, essa pauta ficou mais em evidência a partir do processo de produção do webjornalismo, inserido no ambiente das tecnologias da comunicação.

Imagem Reprodução Internet

- Como as transformações na produção do jornalismo repercutem na dimensão ética do exercício da profissão?

- Como as tecnologias impõem outras condicionantes éticas a essa produção?

- E como os profissionais jornalistas estão percebendo essas relações?

Um fator está desencadeando a necessidade de uma discussão ética sobre a produção do jornalismo. E essa necessidade se tornou mais evidente a partir da utilização da internet como suporte de disseminação dessa produção.

Para Kucinski, há no jornalismo online a “primazia da velocidade sobre outros atributos da informação, tais como precisão, contextualização e interpretação. Esses atributos são sacrificados em nome da velocidade” (KUCINSKI, 2004, p. 97-98).

Segundo ele, a percepção dos primeiros legados éticos relaciona o jornalista com seu trabalho é a produção de um bom texto jornalístico, que incorpora as várias dimensões éticas envolvidas em sua elaboração.

As grandes quantidades de dados colocadas à disposição dos jornalistas, por meio de bancos e bases de dados disponibilizados na internet, são outro elemento que trafega por essa discussão.

Fato é que o acesso facilitado a uma grande quantidade de informações fez surgir um segmento do jornalismo, o chamado ‘Jornalismo de Dados’, formado do gênero informativo de produção, a chamada Reportagem Assistida por Computador (RAC).

Ferramentas e linguagens digitais são desenvolvidas para dar conta do tratamento dessas informações. E, mais uma vez, a precisão da tecnologia, e sua utilização, pode descambar para deslizes éticos no exercício da profissão.

O jornalista e radialista, Milton Jung Júnior, explica que a discussão sobre a ética no jornalismo passa pela técnica … pois está diretamente relacionada ao modo como apuramos ou editamos os fatos que transformaremos em notícia. Vamos conferir...




Ética, Exercício do Jornalismo e Tecnologia


Os códigos de ética de atuação profissional sofrem atualizações ao longo do tempo. Esse é um movimento que atesta a adequação da conduta ética profissional às transformações sociais.

Conforme Camargo (2004, p. 34), os códigos de ética são “definidos, revistos e promulgados a partir da realidade social de cada época e de cada país”, embora ressalte que “suas linhas mestras” são “deduzidas de princípios perenes e universais”.


De acordo com o autor, os códigos compreendem ainda que a ética profissional é a aplicação da conduta geral no campo das atividades profissionais. A pessoa tem que estar imbuída de certos princípios ou valores próprios do ser humano para vivê-los nas suas atividades de trabalho.

A última revisão do Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros aconteceu em 2007, depois de 20 anos da última atualização. Um dos aspectos que “forçou” a atualização do Código foi a crescente utilização do procedimento da câmara escondida para a produção de matérias de natureza mais investigativa.

Ética na Produção Jornalística

O primeiro compromisso ético do jornalista em seu exercício profissional deve ser com a dimensão da responsabilidade social de sua profissão. Nesse caso, o interesse público deve transpor sua prática. E as estratégias de aproximação entre produção do jornalismo e interesse público passam, necessariamente, pela qualidade da informação que ele manipula e produz.

É a partir da qualidade dessa informação que será possível mensurar seu alcance social – a sua capacidade de mobilização e orientação às transformações sociais.

Imagem Reprodução Intenet

De acordo com a entrevista concedida ao jornalista Luis Fernando Silva Pinto para o Milênio da Rede Globo e publicada no site Consultor Jurídico, o jornalista Tom Rosentiel, do Instituto Americano de Imprensa, o jornalismo hoje passou a ter fatos e imagens na palma da sua mão. Compartilhando opiniões, recebendo e enviando informações instantaneamente através das redes sociais. "O nosso meio ambiente jornalístico mudou: de informativo passou a ser informativo e participativo", explica.


Rosentiel co-editou o livro A nova ética do jornalismo, que examina o estado atual da imprensa e as perspectivas que estão surgindo.


Segundo ele, "no fim das contas, o jornalismo é uma disciplina de verificação. A coisa mais importante que o jornalismo nos dá é uma base de fatos precisos. Eu atribuo meu próprio significado à notícia, mas preciso saber o que de fato aconteceu," a aponta o jornalista.


De acordo com o autor, os jornalistas estão melhores atualmente, pois as ferramentas utilizadas também se aperfeiçoaram. "Hoje, se estiver cobrindo uma matéria, há centenas de ferramentas que podem ser utilizadas, desde gráficos interativos até hiperlinks para as transcrições completas das entrevistas, de matérias anteriores... É incrível".


Ele finaliza a reportagem afirmando que um dos processos que permeiam a produção do jornalismo é a busca pela informação inédita, encoberta, inalcançável ao público. É o ‘furo’ jornalístico, que tomou impulso a partir da estruturação dos veículos em empresas de comunicação.


O jornalista circula pelos bastidores de eventos, jogos, palestras, shows, entre outros. Fica sabendo de fatos que renderiam ótimas matérias, mas é importante ficar ligado nas provas.

Vamos conferir a entrevista do jornalista Tiago Campos ao programa Prós e Contras.



Uma das contribuições da internet para a produção do jornalismo é exatamente a rapidez na circulação da informação.

Kucinski (2004, p. 22-23) afirma que os “[...] códigos de ética diferem de país para país, ou de uma época para outra, justamente porque refletem mudanças de ênfase ou de articulação de valores das matrizes éticas de cada cultura ou de cada tempo. De hábitos novos surgem novos valores”.

Será que a internet estaria gerando novos hábitos, que por sua vez estariam gerando novos valores éticos?

Será que não estaríamos pré-julgando a relação entre jornalismo e internet, e suas repercussões éticas, com os olhos de valores anteriores?

Outro dilema ético surge na produção do webjornalismo, e que também está relacionado com a pressa na circulação da informação, é quanto à autoria da informação inicial. Isso porque a internet passou a ser fonte de pautas, ou mesmo fonte de cópia de informação, entre os diversos veículos.

O que representava a televisão e o rádio para os jornais impressos, como fonte de pautas, foi assumido pela internet, que passou a pautar também a própria televisão e o rádio. E o reconhecimento da autoria da informação inicial ainda encontra barreiras.


"Cultura do Clique" no Webjornalismo

A prática do webjornalismo está sendo impactado por um conjunto de valores cujo foco está nos dados de audiência e visibilidade, o que CW Anderson (2011) chamou de “cultura do clique”.

No que se refere à presença do positivismo no jornalismo, destacamos uma marca cada vez mais visível nos dias atuais. O apego às métricas de audiência e de informação no webjornalismo acaba se traduzindo em indicativos de sucesso e credibilidade do veículo.

Imagem Reprodução Internet

Ou seja, as matérias mais visitadas são mais consumidas, e portanto, mais aceitas como verdadeiras pelos públicos. A aceitação depende da visibilidade, gerando um ciclo que pode se sustentar em critérios que dispensam os aspectos jornalísticos éticos.

Esse comportamento é produto do nosso tempo. Com tantos dados de consumo e audiência, de perfil de usuário e de seus hábitos e interações sendo coletados em tempo real por meio de softwares como o Google Analytics ou outros sistemas, o jornalismo tem à sua disposição informações quantitativas como nunca antes foi possível.

A valorização dos cliques pelos veículos jornalísticos, em seu aspecto quantitativo, está sendo questionada por parcelas crescentes da comunidade online, e precisa ser repensada. Cliques e visualizações de página não podem ser as métricas mais importantes para as decisões editoriais de um veículo jornalístico online.

Também não podem ser as únicas a orientar as tomadas de decisão numa estratégia de atração da atenção dos públicos.


A compreensão crítica e a necessidade de análises qualitativas parecem surgir como alternativas seguras e inteligentes, em meio a um cenário em constante mutação. Conjugar esses esforços é um dos desafios do webjornalismo.


Recentemente acompanhamos a cobertura do incêndio em Pedrogão Grande em Portugal, no entanto a Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) abriu um processo de averiguações sobre a cobertura noticiosa.

Imagem Reprodução TVI

A jornalista e Diretora-Adjunta de Informações da TVI, Judite Souza fez um boletim ao lado de um corpo queimado, que estava coberto por um lençol, dizendo: "Esse corpo aqui ao meu lado é de uma senhora, que ainda não foi retirado, apesar dos Bombeiros, se encontrarem bem perto desse local".

Tanto os internautas como telespectadores ficaram chocados, colocando o assunto como os mais comentados no Twitter, naquele dia.


Já o site Gazeta Brazilian News, publicou no dia 8 de junho de 2017, um Editorial intitulado: O suicídio e a ética jornalística que destaca: "Com o advento das redes sociais e o aumento dos usuários que veem a internet como espaço de “liberdade de expressão”, vê diariamente a falta de respeito dos seres humanos – que nem formados são, mas se autointitulam “jornalistas”, vorazes para dar uma notícia “quentinha”. “Aconteceu uma coisa ali, deixa postar no meu Facebook ou mandar para uma página ou blog”. Mesmo que o que tenha acontecido seja um suicídio".

 
 
 

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