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AULA 1 - O surgimento da Internet e do Webjornalismo

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    Admin
  • 18 de jul. de 2017
  • 14 min de leitura


Na primeira aula do Curso Livre de Webjornalismo, abordaremos o surgimento da Internet, seus avanços no Brasil e no Mundo. Além disso, faremos um apanhado dos veículos pioneiros no Webjornalismo e as adequações dos jornalistas às Novas Mídias.





A rede mundial de computadores, ou internet, surgiu em plena Guerra Fria. Criada com objetivos militares, seria uma das formas das Forças Armadas Norte-americanas de manter as comunicações em caso de ataques inimigos que destruíssem os meios convencionais de telecomunicações.

Atualmente, é complicado imaginar a vida sem redes sociais, e-mails e sites de buscas. No entanto, no início da história da Internet, o objetivo estava longe de ser negócios ou entretenimento.



Desenvolvimento da Internet


Anos 60-70: Guerra Fria dá origem às redes


Os conceitos militares por trás da internet começaram a surgir em meados dos anos 50, mas só na década de 60, com o mundo polarizado entre Estados Unidos e União Soviética que a ideia se desenvolveu.


Cientes do poder da comunicação, os Estados Unidos criaram um sistema de descentralização de suas informações no Pentágono para evitar que possíveis ataques causassem a perda irreparável de documentos do governo.

Em 1962, o Instituto Tecnológico de Massachusetts (MIT), já falava na criação de uma Rede Intergalática de Computadores. Sete anos depois, ficou estabelecido o marco do “nascimento da Internet”, com a criação da ARPANET, a rede de conexão da Agência de Projetos de Pesquisa Avançada dos Estados Unidos (DARPA).



Anos 70-80: Surge o termo Internet

Esta década foi fundamental para a mudança de padrão de conexão que permitiu que os atuais protocolos de internet nascessem. São os protocolos TCP/IP, vindos de trabalhos experimentais em cooperação entre a DARPA e outras agências.

A primeira descrição desses protocolos foi feita no ano de 1973, sendo que o uso do termo “Internet” para uma rede TCP/IP global se deu em dezembro de 1974.



Anos 80-90: Início das grandes redes

O dia 1० de janeiro de 1983 marcou a entrada no ar da primeira rede de grande extensão baseada em TCP/IP. Todos os computadores que usavam a tal ARPANET trocaram os antigos sistemas de pacotes pela nova tecnologia.

Imagem Reprodução Internet

Mas foi somente em 1988, com a abertura da rede para interesses comerciais, que começou a “popularização” da grande rede.

Serviços de correio eletrônico e provedores que faziam a conexão à rede pelo antigo método dial-up começaram a surgir no final dos anos 80.

O “boom” que a web teve na década de 90, só foi possível com a comercialização da internet e também ao modelo de “hipertexto” que surgiu em 1989.



Anos 90-00: O boom da World Wide Web

Em 1992, o cientista Tim Berners-Lee criou a World Wide Web, mais conhecido como “www” que se digita antes do nome de qualquer site.


A rede nasceu na Organização Europeia para a Investigação Nuclear, que propôs a criação dos hipertextos para permitir que várias pessoas trabalhassem juntas acessando os mesmos documentos. Este foi o princípio do processo de conexão à internet atual.

Imagem Reprodução Internet

Também nos anos 90, a empresa norte-americana Netscape criou um protocolo HTTPS, que garante o envio de dados criptografados pela web.

Com isso, estava nascendo a internet atual. E o interesse mundial em torno desta nova ferramenta foi enorme, causando um grande “boom” na década de 90, quando as pessoas começaram a ter PCs e acesso, ainda discado, à grande rede.

Foi na década de 90 que começaram a surgir grandes portais, como AOL e Yahoo, salas de chat e mensageiros instantâneos, como o ICQ e os serviços de e-mail gratuitos, como o Hotmail, e, claro, sites de busca, como Google e Cadê.

Até mesmo desempregados iniciaram a busca de empregos através de sites de agências de empregos ou enviando currículos por e-mail.



Anos 00-Hoje: A era da Web 2.0

Após o surgimento da internet para o público em geral, era necessário consolida-la entre as pessoas. E esta tarefa não foi muito difícil dada às facilidades impostas para aquisição de computadores e também às grandes novidades que a web recebeu nos anos 2000.

A tecnologia evoluiu muito e, assim, permitiu avanços significativos.

Entre eles foi o avanço da internet discada, que deu lugar à Banda Larga e até à conexão no próprio celular, com a rede 3G (e agora 4G).


Ao invés de uma ferramenta de difícil acesso e ainda crescendo, a internet virou praticamente uma necessidade diária, seja nas empresas ou na casa dos usuários que buscam entretenimento ou fazem pesquisas para o dever de casa.

O compartilhamento de arquivos em sites P2P como o Kazaa surgiu para destacar uma faceta multimídia da internet.


Veio a era das redes sociais, para reunir amigos e fazer novos contatos, com Orkut, MySpace, Twitter, Facebook e etc.


Já os pioneiros ICQ e MSN deram lugar ao Skype e ferramentas que permitem fazer até ligações para telefones comuns.


No início de 2017, o 6º Mapa Mundial das Redes Sociais – apontou as principais redes sociais de 2015. As três primeiras colocadas foram, por ordem de quantidade de usuários:


  • Facebook (1,59 bi)

  • Youtube (1 bi)

  • WhatsApp (1 bi)

Hoje, as redes sociais que ocupam as dez primeiras posições no ranking das mais populares no mundo todo somam juntas mais de 7 bilhões de usuários.


Com isso, o número de provedores também cresceu, o comércio online se estabeleceu, o mercado de jogos apostou no online e agradou, há centenas de redes de conteúdo multimídia usando tanto streaming como buffer para entreterem os internautas.

Hoje, a Internet é um mundo de grandes possibilidades. E não há dúvida de que o futuro ainda reserva mais novidades.






Essa tecnologia toda teve início a quase 60 anos e está presente no nosso dia a dia. Mas se não houvesse internet, como seria a nossa vida?









A Internet no Brasil


A história da Internet no Brasil demorou um pouco mais para abrir seu caminho e espaços no meio tecnológico.

Em 1991, o acesso a internet, foi liberado para instituições educacionais e de pesquisa e a órgãos do governo, onde ocorriam fóruns de debates, acesso a bases de dados nacionais e internacionais e a supercomputadores de outros países, além da transferência de arquivos e softwares.


Em maio de 1995 começou a ser oferecida no Brasil a conexão comercial à rede mundial de computadores, abrindo para pessoas comuns às possibilidades já disponíveis para acadêmicos e pesquisadores.





Nessa época os computadores estavam entrando nas casas e nas empresas brasileiras e com isso, começaram a fazer parte de suas tarefas diárias.

Vamos voltar no tempo e acompanhar a reportagem do Jornal Hoje de 1981.







A virada da inclusão digital aconteceu em 2004, quando apenas 28 milhões de brasileiros com mais de 16 anos já haviam utilizado a rede ao menos uma vez. Milhões passaram a cessar o Orkut em milhares de lan houses, antes disso restritos aos amantes dos games.

Em Dezembro de 2009, era 64,8 milhões de internautas segundo o Ibope, um aumento de 2,5 milhões de pessoas em relação ao mês anterior. Em 2010, aconteceu outra mudança, só que dessa vez foi estrutural dos aparelhos, com o surgimento dos smartphones, que vivem um momento aquecido nas vendas no país, mas já dão sinais de desaceleração.

Em 2014, foi aprovado o Marco Civil da Internet, que tem como uma das principais propostas a neutralidade da rede.

O padrão 4G, chega em 2015 com velocidades centenas de vezes superiores às da conexão discada e maiores até que a banda larga residencial, e ainda com a vantagem de não usar cabos.

Pouco mais de 20 anos após passar a ser comercializado no Brasil, o acesso à internet ainda é restrito a cerca de 60% da população, mas deixou de ser concentrado à população mais rica.



O desenvolvimento das atividades no ambiente virtual revelam números surpreendentes das redes sociais. Para ter ideia, boa parte dos internautas acessam a internet via celular. Além disso, o volume de dados criado nos últimos dois anos é maior do que a quantidade produzida em toda a história da humanidade.

Só no Google 3,5 bilhões de buscas são feitas por dia, já o Snapchat é acessado por 100 milhões de usuários, sendo que a maioria fica entre 13-34 anos de idade. Por dia, 10 bilhões de vídeos são consumidos no App.

Se o Wikipédia fosse um livro impresso teria 5 milhões de páginas. E os e-books já ultrapassaram a venda de livros impressos.

E para ter uma ideia da dimensão na Web, até 2018 2/3 do consumo móvel será de vídeos.







Informações, números, novas mídias a cada semana. Vamos assistir o Infográfico da galera do site Marketing Sem Gravata que mostra mais dados interessantes da web.










Dados Digitais em 2017



Pesquisa nacional sobre os hábitos de utilização da internet no Brasil, feita pela Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro (Fecomércio-RJ) e Instituto Ipsos, mostrou que 86% acessam a rede pelo menos uma vez por dia. O tempo médio é de uma hora e 24 minutos, 38% a mais que em 2015.


A pesquisa constatou também que em 2016 todas as regiões apresentaram índices altos de conectividade, conforme o gráfico:


Gráfico Acessos Internet por Estado


O percentual dos que disseram acessar a internet é o mesmo entre homens e mulheres, de 66%, de acordo com o levantamento.

Já no que diz respeito à faixa etária, a pesquisa deixa claro que a internet é mais atraente para os mais jovens.


Gráfico Asseos por Faixa Etária



👉 WEBJORNALISMO

Webjornalismo (ciberjornalismo, jornalismo online, jornalismo digital) nada mais é do que o jornalismo na internet. Antes era apenas um complemento – algumas empresas jornalísticas tinham sites que eram atualizados regularmente. Hoje, está se tornando o foco principal de todos veículos de imprensa.

Pode-se considerar o webjornalismo como a nova televisão, pois muita gente passa mais tempo online do que diante da TV assistindo alguma programação.

Atualmente, a internet é o meio mais eficiente de se fazer qualquer atividade: obter informações, conversar, estudar ou trabalhar.

Além de sua instantaneidade, que faz com que o ciberjornalismo seja a forma mais fácil de obter notícias. Pois na web existe muito conteúdo a disposição. Por isso, é preciso encontrar uma forma de se destacar em meio a tantos assuntos oferecidos. Além disso, é importante saber analisar o que realmente é notícia, e principalmente verificar a veracidade dos fatos


Do Jornalismo ao Webjornalismo


O jornalismo, já esteve entre as profissões procuradas no mercado de trabalho. Oportunidades que surgem a todo instante e até mesmo a correria do dia a dia são apenas algumas das características que ainda atraem pessoas a este mundo nada convencional ou tedioso.


A popularização da internet e maior acesso a computadores, notebooks, tabletes e celulares, ajudaram a transformar e até mesmo atualizar a profissão de jornalista, já que a informação está a um clique de todos, rompendo as barreiras de tempo e distância.


Agora, o fazer notícia está cada vez mais rápido e dinâmico e essa nova modalidade de jornalismo já é conhecida por muitos como Webjornalismo ou Jornalismo online.

Apesar de possuir a mesma essência dos meios de comunicação tradicionais (Tv, Rádio e Impresso), o webjornalismo tem se consolidado e ganhado um público cada vez maior, devido à algumas características bem específicas:

- Instantaneidade: você pode acompanhar o fato em tempo real;

- Interação: o usuário pode expressar sua opinião através de comentários na página;

- Multimidialidade: agrega texto, áudio, vídeo e animações em uma mesma página, tudo pode ser bastante explorado;

- Hipertextualidade: No decorrer do texto, o autor geralmente insere hipertextos, ferramenta que direciona a uma página mais detalhada sobre o assunto, caso o usuário tenha a necessidade de se aprofundar.





A profissão jornalística vem passando por uma grande atualização com o avanço da internet. Vamos acompanhar esse processo através da Linha do Tempo.








Desafiador e Arriscado

Assim como nos demais meios de comunicação, checagem e apuração cuidadosa são palavras-chave no webjornalismo, o problema é que na correria do dia a dia, e na busca pelo furo jornalístico, muitos profissionais acabam atropelando estas fases e cometendo erros absurdos.


Podemos citar a reportagem da Condenação do Ex-Presidente Lula, publicada pela Veja Online em 12 de julho de 2017.






Para o jornalista Mário Bentes, criador e editor da Revista Babel, o cuidado do profissional com apuração da notícia não deve ser menor por estar publicando em um meio mais aberto. "Não se muda a necessidade, no papel do jornalista, do cuidado com a informação. Na verdade, ela se intensifica, já que, em mundo com grande quantidade de informação, também falta qualidade..."

Segundo Mário, um dos erros mais comuns de jornais e outros sites noticiosos é a utilização das redes sociais como fonte de notícias, sem investigar a procedência de tais informações.






Esse assunto rende pra caramba!, Então vamos retoma-lo na próxima aula, ao falarmos sobre Ética no Jornalismo.






Jornalismo na Rede

A internet possibilitou novas formas de comunicação. Saiu do modo estático para o instantâneo através de serviços como os sites de redes sociais, considerados como uma verdadeira revolução na forma como nos comunicamos com outras pessoas, tornando-as mais próximas.

Na década de 1980 os primeiros jornais nos Estados Unidos eram produzidos por empresas como a Time e operavam no sistema de videotexto, ou teletexto.

Anos depois, em 1993 o jornal norte-americano San Jose Mercury soube agarrar uma oportunidade e inovar, sendo uma das melhores saídas para um ‘dinossauro’.


O ‘site’ tem hoje 6 milhões de visitantes por mês, com a publicação de matérias exclusivas ao longo do dia, integrando a versão em papel, que vai para a gráfica no começo da madrugada.

No entanto, foi em 1995, que foi ao ar o primeiro jornal verdadeiramente online, o Personal Journal, que se tratava de uma versão digital do The Wall Street Journal, tido como o “primeiro jornal de um exemplar”.

Existe um conflito entre os estudiosos da história do jornalismo na internet sobre o pioneirismo na rede. Fato é que os dois, tanto o San Jose Mercury como o Personal Journal podem ser apontados como os primeiros veículos na rede.





Falamos no início desse subcapítulo que os primeiros jornais nos Estados Unidos operavam no sistema de videotexto.

Para quem não conhece..., vamos assistir a matéria de 1984 - A Telepar anuncia chegada do sistema de Videotexto.




As primeiras coberturas jornalísticas realizadas pela web

Alguns fatos foram marcantes no início do jornalismo online, pois além de serem os primeiros eventos a serem transmitidos pela rede, assinalou ainda uma incerteza quanto à linguagem a ser utilizada, muitas vezes se limitando a mera reprodução do conteúdo impresso. Em outras ocasiões, como na Copa da França, por exemplo, a transmissão em tempo real já era uma realidade.


O Atentado de Oklahoma, em 1995, que resultou na morte de 168 pessoas, foi o primeiro grande evento a ter uma cobertura online, abastecendo jornalistas e o público em geral de informações, incluindo textos e fotos.


Imagem Reprodução CNN

A cobertura online da Copa do Mundo da França em 1998, deu início a uma nova era no jornalismo.

Um ano após, em 1999 a Guerra do Kosovo é o primeiro grande evento internacional que ganha cobertura online, considerada até como a “Guerra da Internet”.


Em 2000, a Cobertura das Olimpíadas de Sidney também ganhou destaque nas mídias online.


Em 2001, com o atentado ao World Trade Center a internet ganha grande fonte de informação, mantendo atualizados, minuto a minuto, milhões de internautas espalhado por todo o mundo.

O The Daily, passa ser o primeiro jornal produzido para tablet em 2011.




Webjornalismo no Brasil


As primeiras experiências de publicação e veiculação de notícias via computador são da Agência Estado, em meados dos anos 80, através do projeto Notícias do Futuro do Massachussetts Institute of Technology (MIT).

No entanto, o primeiro grande jornal impresso brasileiro a ser vinculado na plataforma web foi o Jornal do Brasil, em 28 de maio de 1995.

Em seguida, outros grandes jornais trilhariam o mesmo caminho, como O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo, O Globo, O Estado de Minas, Zero Hora, Diário de Pernambuco e Diário do Nordeste.

Em 1997, a internet passou a contar também com o conteúdo de grandes revistas, sendo que em junho de 1997, a Revista Veja passou a disponibilizar seu conteúdo em edições semanais.


Cinco anos após o surgimento dos primeiros jornais online, as grandes empresas de comunicação decidiriam investir capital nos veículos e efetivamente produzir conteúdo específico para este canal.

Assim, jornais como o Estadão Online, a Folha Online e a Revista Veja passam a destinar espaços às notícias em tempo real voltadas exclusivamente para o público internauta.

Já o ano de 2000 seria marcado também pela criação do primeiro jornal exclusivamente online. O provedor de acesso à internet iG, lançando o Último Segundo, que contou com notícias geradas por agências de informações e reportagens produzidas por uma redação própria, mantendo até junho de 2002, o jornal online de maior audiência.

Em agosto de 2001, foi lançado o portal de notícias Globonews.com, que trouxe o conteúdo produzido pelos diferentes veículos (Rede Globo, Rádio Globo, Jornal O Globo) pertencentes às Organizações Globo e também por uma redação própria.



Acompanhando a tendência multimídia, a Globo inaugurou em junho desse ano a nova sede da Infoglobo.

A mudança marca a integração das redações dos jornais do Grupo Globo no Rio, com o objetivo de promover uma transformação digital que amplia a oferta de conteúdo exclusivo e de análises para diferentes plataformas: celular, tablet, computador e edições impressas.




A Consolidação do Webjornalismo

Com o barateamento dos custos de acesso e dos próprios computadores em si, um momento de consolidação do jornalismo na internet teve início. Ficou cada vez mais fácil ter acesso rápido e barato à informação e a web se firmou definitivamente como veículo de informação.


Imagem Reprodução Internet

A etapa final do processo de consolidação do webjornalismo veio com o surgimento e popularização dos dispositivos móveis como tablets e principalmente os smartphones. Com eles a informação passou a ser portátil e de acesso imediato em qualquer lugar.


Essa mobilidade trouxe novos hábitos e comportamentos que rapidamente se incorporaram ao dia a dia das pessoas. O público passou a ser mais exigente e ávido por informações. Com isso, o jornalismo na internet se viu obrigado a adquirir ainda mais agilidade.






Os grades veículos de comunicação do país já estão se consolidando também na Web. Vamos assistir ao vídeo da Terratv, que também é um exemplo claro desse processo.








Novas mídias, Novos recursos

Uma das grandes mudanças trazidas pela internet para o jornalismo foi a interatividade. No novo formato, os leitores passaram a ter muito mais voz, relacionando-se com o conteúdo publicado de forma quase instantânea.

A notícia não é mais simplesmente “entregue”. Ela passou a ser “discutida” e não raramente contestada. O leitor se tornou parte da matéria, o que no final, ajuda na produção de um conteúdo cada vez mais atualizado e que acaba revelando as diversas visões sobre o assunto abordado.

O trabalho jornalístico não termina mais com a publicação da matéria. O jornalista digital precisa acompanhar a repercussão da matéria, e em alguns casos complementá-la, em função de comentários e questionamentos.

Adequação dos Profissionais às Novas Mídias

Com toda essa revolução, o jornalismo na internet vem exigindo uma adequação dos profissionais às novas técnicas e ferramentas do mundo online. No entanto, a essência do jornalismo permanece a mesma do exercido no início, sendo necessário apenas incorporar novos conhecimentos ligados a tecnologia.

Técnicas que anteriormente eram restritas a profissionais de marketing por exemplo, passaram a fazer parte do webjornalismo. Podemos citar termos como marketing de busca, SEO, métricas, Google Analytics e até mesmo Google AdSense, foram incorporadas ao dia a dia do jornalista online.





Galera! Fiquem tranquilos...

Vamos dar uma olhadinha em SEO, Google Analytics e Google Trens na AULA 4. OK?!


O mercado também mudou. É cada vez maior o número de empresas jornalísticas que incluem a capacitação nas áreas acima citadas em seus processos seletivos. Da mesma forma, para aqueles que trabalham como freelancers, estas habilidades agora são fundamentais.


O profissional de jornalismo precisa se adaptar às novas tecnologias para sobreviver em um mercado que se mostra cada vez mais competitivo e exigente. Negar essa tendência do jornalismo online é seguir o caminho da obsolescência.

Imagem Reprodução Internet

Em artigo intitulado Impactos da internet no jornalismo impresso, publicado na Revista Eletrônica de Jornalismo Científico descreve a mudança que a direção do jornal espanhol El Pais chamou de "plano de sobrevivência".

“Os produtos jornalísticos impressos, televisivos ou radiofônicos são feitos de maneira completamente diferente do que há cerca de 20 anos”, comenta Roseli Fígaro, coordenadora do Centro de Pesquisa em Comunicação e Trabalho da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP).

Responsável pela pesquisa, "O perfil do jornalista e os discursos sobre o jornalismo: um estudo das mudanças no mundo do trabalho do jornalista profissional em São Paulo”, teve apoio da FAPESP, e destaca que hoje é preciso maior destreza com tecnologias que não existiam.

De acordo com a opinião de Fígaro. “Ser multitarefa e multiplataforma são exigências que colocam em ação habilidades humanas diferentes; e trazem implicações profissionais diferentes.”



Qual é o perfil do Jornalista Digital?


O bem social, o reconhecimento público e o glamour da profissão sempre foram fortes atrativos para quem sonha em fazer jornalismo. Mas para construir uma carreira promissora e alcançar o sucesso na área de web, não basta apenas escrever bem, tem que ter talento e algumas habilidades imprescindíveis:

- Ser ágil e saber trabalhar sob pressão é fundamental já que na internet tudo acontece muito rápido e o público é ávido por informações;

Imagem Reprodução Internet

- Além do domínio pleno da ortografia, uma vez que o público não admite erros, o texto deve ser o mais sintético possível, um material curto, mas informativo;

- Conhecer e saber operar novas mídias, é sem dúvida, o atributo principal deste tipo de profissional, afinal o online tem a capacidade agregar os mais diversos formatos e tudo soma-se ao texto para que o produto final, a notícia, seja completo e atualizado.

- Acesse slides, sites, artigos, vídeos, frequente workshops, palestras e claro, leia exatamente o que está dentro do seu foco. Se você focar em só resumir o que se fala em sala de aula, você se tornará obsoleto, e do jeito que anda os dias de hoje, diria até arcaico.

- Quanto mais línguas necessárias dominar, mais coisas você vai aprender no seu meio. O inglês é indispensável, espanhol, francês, alemão e italiano podem ajudar muito.

- Cuidado com o que fala nas redes sociais, pois seus perfis e interações nas mídias sociais dizem muito sobre você. Se o empregador acessa suas mídias, uma vez que hoje é bastante solicitado em processos seletivos, faça das suas mídias, seu portfólio de trabalho, profissionais de comunicação.

- Como você é um profissional online, pense que o currículo “em papel” ou pdf é dispensável nos dias atuais. Formulários online e mídias sociais são utilizados no mercado pra seleção de profissionais, respeitando os seus formatos, tudo se encaixa.

- Autopromoção é algo legal sim! Mas claro, desde que usada com inteligência, siga pessoas e serviços corretos.

Divulgue o seu trabalho, quanto mais pessoas te conhecerem, claro, que as pessoas certas, seu trabalho terá mais retorno.




 
 
 

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